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Ciclistas do Cerrado dão dicas para o esporte do momento

O ciclismo surgiu na Inglaterra do século 19 e como modalidade esportiva nas Olimpíadas de Atenas em 1896. No Brasil, as bicicletas foram um importante meio de transporte até a década de 1980. Com o barateamento das motocicletas, andar de bike deixou de ser um hábito, e apenas os amantes do ciclismo continuaram a pedalar fosse como única alternativa para encurtar distâncias ou simplesmente para exercitar o corpo.

O debate sobre a construção de ciclovias nas principais cidades brasileiras tem como principal objetivo os cuidados com a saúde, e como grande preocupação o risco com acidentes. Na cidade de São Paulo, por exemplo, já foram registrados vários acidentes envolvendo automóveis e bicicletas, o que acusou a mobilização de ciclistas que exigem mais segurança e organização por parte do poder público.

Aos poucos, a cidade de Balsas tem assistido a um aumento do número de ciclistas. São vários grupos que praticam este esporte, e que preferem pedalar juntos porque é mais seguro em todos os sentidos. Um desses grupos chama-se “Ciclistas do Cercado”, formado por Rosângela Santana do Nascimento Silva (32), gerente administrativa na Empresa Digiplay Propagandas, pratica o esporte há 1 ano; Thássyo Gomes Costa (31), engenheiro agrônomo, Supervisor Comercial – New Agro, pratica o ciclismo há um ano e meio; Rawdene Cardoso Carvalho (35), vendedor, pedala há 9 meses.

Para eles, o ciclismo pode ser um dos esportes mais populares do futuro, sendo uma prática necessária a qualquer pessoa, pois a necessidade em utilizar esse meio de transporte é visível a qualquer grande centro urbano, além de trazer benefícios para a saúde.

O grupo acredita que a velocidade média e o percurso que o ciclista deve atingir para obter bons resultados do ponto de vista da saúde são muito relativos, dependendo muito de sua categoria, mas sempre com atenção para a alimentação. Para Thássyo, um iniciante que faz um percurso de 15 km com uma média de 12 a 13 km/h é tranquilo; um intermediário consegue percorrer até 50 km com uma média de até 19 km/h e para uma categoria mais elevada e radical acima de 100 km, otimizando médias de 23 até 29km/h.

Eles praticam o esporte, geralmente, de manhã e à noite, chegando a praticar diariamente como é o caso de Rawdene: “Às vezes pratico todos os dias, mas essa situação depende de qual resultado você quer alcançar. Se é condicionamento, perda de peso ou apenas uma diversão de fim de tarde. Três vezes na semana, sendo pelas manhãs e à noite, além do fim de semana, mas isso é para quem já tem certa prática desse esporte”.

Para uma alimentação pré-treino, Thássyo aconselha o armazenamento de energia no músculo, ingestão em grande quantidade de carboidratos; lembrando também dos alimentos antioxidantes (salada, cereja, frutas cítricas, etc.), pois eles atuam na redução da produção de radicais livres. Durante as pedaladas, o ideal é ingerir juntamente com a água, carboidratos na forma de gel e repositores hidroeletrolíticos, respeitando intervalos de 20 minutos. Após o treino, consuma carboidratos com alto índice glicêmico. Uma boa dica de refeição na fase pós-treino é um prato de massa com frango grelhado ou 1 sanduíche de frios + suco natural + frutas. Para Rawdene, “além dos carboidratos, o pedal dentro da cidade pede uma comida leve, tipo antes de ir eu como sempre uma banana e tomo um copo de leite; no percurso bebo muita água e quando chego, sempre opto por omelete ou tapioca (beiju), varia muito, destaca Rosângela”.

Sobre os resultados desta atividade física, Rosângela garante que eles começam a ser vistos rapidamente, dependendo da sua alimentação e da prática de outros exercícios físicos como, por exemplo, academia. Para Thássyo, após os 3 meses os resultados já podem ser vistos. “Vai depender da dedicação, praticando uma média de 3 vezes na semana, com média de 40km e média/velocidade de 22, logo vem o resultado. Em mais ou menos 3 meses já começa aparecer”. Ressalta Rawdene.

O grupo costuma pedalar em lugares afastados. Thássyo pratica o esporte em ruas esburacadas, estradas vicinais, BRs e em trilhas no meio do cerrado (Esse último para mim é o que mais gosto); Rawdene conta que pratica esse esporte em chão arenoso e chão asfáltico. Os três ciclistas sente fata das ciclovias, explicando que elas dificultam muito a prática desse esporte, que seria muito melhor com ela.

Rosângela diz que o modelo adequado de bike para esta prática esportiva é uma Bike Aro 27,5, quadro de alumínio, e que a marca varia muito. O importante que seja uma bike leve e boa. Para Thássyo, os modelos são três: Mountain bike, Passeio e Speed. Balsas já possui lojas e elas estão buscando sempre se atualizar, com novos modelos, acessórios, etc. No entanto, pela grande demanda de novos ciclistas, os preços ainda estão altos; isso faz com que muitos que já são ciclistas pesquisem em outras cidades circunvizinhas preços mais atrativos. Rawdene defende que o modelo vai depender do tipo de chão que o ciclista vai definir para pedalar. Se for chão, o ideal é uma mountain bike; se for asfalto, a mais apropriada será a bike speed. A cidade ainda está carente, mas tem algumas lojas onde podemos encontrar alguns modelos mais adequados.

Para completar esta atividade física, os esportistas praticam outras modalidades. Além do ciclismo, Rosângela faz alguns exercícios físicos em casa mesmo, como esteira e elíptica. Thássyo pratica academia e futebol. Rawdene destaca que antes praticava futebol, mas deixou, porque se apaixonou por esse esporte fantástico que se chama ciclismo.

Para quem está começando a pedalar, Rosângela aconselha procurar uma bike em uma loja especializada com todos os equipamentos adequados. Que comece um pedal de leve, umas três vezes por semana. 1 hora por dia, de preferência pela manhã. Uma boa alimentação e muito líquido. Rawdene dá algumas sugestões para quem vai iniciar a prática do ciclismo:

1 – É indispensável o uso de capacete e luvas para prevenir acidentes e lesões; 2 – Verificar se o assento está na altura correta. Para isso, sente e posicione o pé no pedal, na fase mais baixa da pedalada, o seu joelho deve ficar levemente flexionado. Caso o seu joelho estiver muito flexionado, o assento é muito baixo, se ficar muito estendido, o assento está muito alto;

3 – Usar sempre a ciclovia, caso ela não exista, use o acostamento ou a faixa de rolamento no mesmo sentido de circulação regulamentado para a via;

4 – Não usar fones de ouvidos. Eles fazem você perder a atenção;

5 – Faça a revisão da sua bike, verificando os freios e calibragem dos pneus;

6 – Usar filtro solar, sobretudo nas partes mais expostas ao sol.

 

Thássyo sugere que ilumine a bike; use sempre capacetes, luvas e óculos (itens indispensáveis); não ande na contramão; afaste-se das portas dos veículos; ande na direita mais nem tanto; sempre sinalize para os motoristas que estão atrás quando você for mudar de faixa; evite as grandes avenidas; a calçada é para os pedestres; nunca fure os sinais de trânsito; não ande pelo corredor dos ônibus; sempre antecipe o que os motoristas farão e acima de tudo, a educação é uma via de mão dupla. E finaliza com um convite: vamos comprar suas bikes e participar do nosso grupo “Os ciclistas do cerrado” Balsas – MA.BIKE-2 BIKE-3 BIKE-4 BIKE-5 BIKE-6 BIKE-7 BIKE-8 BIKE-9 BIKE-10 BIKE-11 BIKE-1


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